PAVILHÃO SILENTE

Repousando cuidadosamente sobre o solo, a arquitetura diligência a respeito do singular; para tal fim e aludindo ao arquiteto Peter Zumthor em seu livro Atmosferas, a criação de um espaço meramente para uma pessoa, permite ao usuário um elevado grau de particularidade entre homem e obra.

O projeto transfigura-se em duas longas lâminas de concreto, que surgem da geografia do terreno, cercada pela mata nativa, como se dela fizessem parte. O caminho para adentrar ao espaço, conformado a partir de uma vasta rampa, vê-se necessário uma pausa; um pequeno "fechar de olhos e ouvidos”. Silenciar-se é preciso, para assim viver uma íntima e nova experiência e, também, sentir outra frequência.

Ao transpor para o seu interior, um local de penumbra favorece o despertar dos sentidos; um feixe de luz atravessa a laje e toca a água que adentra o espaço através de um singelo rasgo no piso, ao ponto de elevar a compreensão de que: “A luz está na nossa direção, só é preciso ter intimidade para enxergá-la.”

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